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domingo, 4 de abril de 2010

Filme Chico Xavier, um comentário.

Para quem já conhecia a vida e obra do famoso médium brasileiro, deve ter sido uma agradável experiência poder rever Chico Xavier. Para quem sabia pouco sobre o personagem, o filme não apenas mostra uma parte da biografia dele como também fornece algumas informações sobre o alcance de sua fama. A platéia da sessão de sábado, 3 de abril, segundo dia de exibição, parece ter gostado do filme. Um terço dos presentes no cinema lotado aplaudiram.
Chico Xavier, ao que tudo indica, será mais um filme Daniel Filho, que promete boa bilheteria. Algumas cenas merecem destaque especial, como a do Chico menino sendo obrigado a lamber o machucado no joelho do irmão. Ou a boa interpretação de Giovana Antonelli como a segunda mãe doente quando admite acreditar nos poderes do garoto. É convincente e comovente. Mas a melhor sequência é, sem dúvida, a que narra o medo do médium numa viagem de avião. Enquanto grita com medo do avião cair, Chico Xavier, já adulto e bem humorado, mas apavorado, discute com seu guia, Emanuel, que lhe manda ter educação na hora de morrer. Muito divertido.
A história inclui ainda relato sobre a vida de um diretor da TV Tupi, que comanda - do switch- a entrevista de Chico Xavier no programa Pinga Fogo (uma espécie de Roda-Viva da época). O diretor, vivido por Tony Ramos, teve o filho morto acidentalmente por um amigo. Durante o julgamento, o amigo acaba absolvido por causa de uma carta enviada do além pela vítima inocentando-o. A carta é entregue por Chico Xavier que se auto intitula uma espécie de carteiro.
Outro destaque fica para o brilhante desempenho de Nelson Xavier, no papel de Chico. Ele parece a própria reencarnação do homem que vendeu mais de 40 milhões de livros e dizia que o primeiro livro, Os 10 Mandamentos, foi escrito na pedra, por Moisés, que o teria psicografado.

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