O assunto rende. Vale a pena dizer mais. Na grade antiga (2004-válida somente para sétimo e oitavo períodos), a disciplina chama-se Projeto Experimental em Jornalismo. O nome e os objetivos costumam variar conforme a instituição. O projeto experimental deveria servir para que o aluno escolhesse se queria uma monografia ou um produto de comunicação. Por decisão de colegiado, o Curso de Jornalismo adotou a monografia como forma de atender às recomendações do Ministério da Educação para que haja pesquisa na graduação. A Unisuam também adota o nome TCC, que significa Trabalho de Conclusão de Curso. Em algumas universidades, além do formato e das normas, exige-se que o aluno faça um estudo de caso. Aqui no Jornalismo, entendemos que o aluno deve escolher seu tema, formular uma questão problematizadora que deverá orientar sua pesquisa e desenvolvê-la com a ajuda do orientador. Alguns autores definem monografia como pesquisa sobre um único tema (daí mono+ grafia) e como sendo o primeiro trabalho realmente científico feito na graduação. É aqui que começa o problema. Como levar os alunos ao corte epistemológico. Como fazer um trabalho com base científica. Como distinguir a pesquisa de uma longa crônica ou pequenos ensaios. Vale distinguir monografia de dissertação e de tese. Para simplificar bem, da monografia espera-se que o aluno demonstre que é capaz de fazer uma pesquisa, isto é, que ele consegue mapear as principais produções e em que ponto encontra-se a discussão sobre o tema por ele escolhido. Da dissertação de Mestrado espera-se maior aprofundamento, com alguma visão crítica sobre o que já foi publicado. Da Tese, o que se quer é uma idéia original, uma nova forma de explicar ou tratar do tema.
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