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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Confecom no Observatório da Imprensa



Começou a Confecom. Pelo visto, embora as Ongs e demais entidades do Terceiro Setor estejam marcando presença em Brasília, o trabalho ainda está por conta das formas de encaminhamento de propostas. O que tem feito barulho são as reivindicações pela autorização e financiamento de rádios comunitárias. Outro dado observado foi a retirada dos empresários das discussões. Estas são algumas das primeiras impressões apresentadas no programa do Observatório da Imprensa nesta terça, dia 15 de dezembro, na TV Brasil.

Junto com Alberto Dines, estiveram a jornalista Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo, o pesquisador Venício Artur de Lima e Nelson Hoineff, ex-diretor de vários programas de tevê e estudioso de comunicação.

Mas é de Hoineff o destaque que merece ser aqui registrado. Segundo ele, o avanço das tecnologias tem sido bem mais ligeiro do que a possibilidade de regulamentação daquilo que elas permitem. Ele explica que os bits que entram nas casas das pessoas carregam conteúdos e não podem ser distinguidos. Isto é, não há como distinguir os bits que trazem sinal de tevê a cabo dos bits que portam ligações telefônicas ou banda larga.

Explicando melhor. A operadora, por exemplo, oferece um serviço de banda larga que dá direito à Tv a cabo. Para Hoineff, seria o mesmo que a empresa de águas oferecer água para lavar a roupa e, de brinde, água para lavar o carro. A água é a mesma. Os bits também são. E a tendência é que no futuro, ninguém separe um tipo do outro. O desafio, ao que parece, é legislar sobre cada uma destas formas de uso dos mesmos bits. Com a palavra os participantes da Confecom.

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