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domingo, 29 de março de 2009

ACADÊMICO

O Bacharelado é em Comunicação Social. A habilitação é em Jornalismo. Porque há sempre diferença relevante entre o que acontece no bloco e o que ocorre no break.
DEFINIÇÃO DO SÉCULO XIX- Vejam se não é interessante a definição dada ao jornalismo pelo jornal A Província de S. Paulo, que mais tarde tornou-se o Estadão. A grafia foi mantida como no original:
"O jornalismo é um sacerdócio, e tanto mais nobre e diffícil, quanto é certo que aquelles que o exercem devem muitas vezes esquecer sua individualidade e abafar suas paixões pessoaes, para se lembrarem conscientemente de que representam uma força - sociedade ou partido, ou o que quer que ella seja - subjeita a variar em sua intensidade e em suas manifestações. D'ahi vem que a philosofia do jornalismo consiste no modo de pôr de accordo certas convicções firmes e vontades enérgicas, prezas a um ideal, com as tendencias que pronunciam-se no seio da sociedade que se procura servir, moderando, às vezes, algumas tempestades que se traduzem pelas exigências das minorias, e impellindo à acção, ao movimento, à vida real, as maiorias, de ordinario impotentes sob o jugo dos interesses arraigados, dos privilégios e da ignorancia. Depende d'este justo e nobre equilíbrio a influencia benefica que o jornal deve exercer em uma sociedade cujos elementos de civilisação mal começam a concretisar-se.
(A Província de São Paulo. N. 1. 4 de janeiro de 1875. Redactores: Americo de Campos e F. Rangel Pestana. Em Páginas da história: Os fatos que marcaram o país e o mundo, expostos nas capas históricas do jornal O Estado de S. Paulo. 2a. edição revista e ampliada. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 2008)
JOSÉ CARLOS ARAÚJO - O GAROTINHO - E LUIS MENDES,
O COMENTARISTA DA PALAVRA FÁCIL, NO PÁTIO DA UNISUAM
Na foto, o professor de radiojornalismo e radialista da Rádio Globo, Alexandre Ferreira, Luis Mendes e este coordenador. Uma homenagem ao comentarista que do alto de seus mais de 83 anos continua empolgando ouvintes na Rádio Globo. Em maio, Luis Mendes e Garotinho apresentaram o programa Globo Esportivo, de 17 às 19 horas, diretamente do pátio da Unisuam, em Bonsucesso. Foi também uma honrosa oportunidade para os alunos do Curso de Jornalismo, em especial aqueles que participam da Rádio Fonte, nossa emissora laboratorial. Eles puderam fazer perguntas e comentários durante o programa.

SEMANA DA COMUNICAÇÃO - Ou Semana Acadêmica. Na verdade, foram 4 dias, já que o feriado do Dia do Trabalhador, 1 de maio, encurtou a semana. Mas aproveitamos para oferecer várias atividades para alunos e professores do Curso de Jornalismo da Unisuam:
Edição em Telejornalismo - Na segunda, dia 27, recebemos o editor de telejornalismo Rogério Imbuzeiro, que trabalha nos noticiários RJTV2 e JN, da Rede Globo de Televisão. Entre tantas coisas ditas por Rogério, uma das mais interessantes foi a recomendação para que estudantes de jornalismo procurem conhecer a cidade por dentro e que procurem saber de tudo um pouco, pois quanto mais diversificada for sua formação, mais preparados eles estarão para editar qualquer tipo de reportagem, em qualquer área, sobre qualquer assunto.

Muito Além da Comunicação2
O primeiro dia de eventos teve seu momento maior com a realização do Muito Allém da Comunicação II. A mostra de talentos, o jam session, trouxe pela segunda vez a arte dos alunos do curso de comunicação na dança, na música, na poesia, no desenho, na dobradura-origami- de papel, no vídeo e na fotografia. Dos alunos e dos professores, como confirma a foto do professor e músico Marco Schneider. Mas, sobretudo, o que ficou mesmo patente foi a capacidade de organizar e realizar um evento como este demonstrada pelos nossos alunos. Parabéns a todos que fizeram e que receberam o Muito Além II.
Jornalismo Investigativo

Na terça, pela manhã, a palestra foi com Fernando Molica, jornalista que tem coluna em O Dia, mas que já trabalhou na Folha, na Rede Globo, em vários outros lugares. Ele também é diretor da Abraji-Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O destaque da palestra foi o exemplo dado por Molica para mostrar que investigação em jornalismo pode ser feita até mesmo quando se está cobrindo a temporada de ópera no teatro municipal e, com base em um desconfiômetro atento e na apuração bem feita, é possível descobrir que o diretor da temporada andou mentindo sobre o portfólio de seus artistas para valorizar seus contratos. Outra lição relevante é a de que bom jornalismo se faz com fatos, com dados objetivos e concretos. Como no caso contado por Molica de uma cidade americana, onde se acusavam os bancos de racismo por favorecerem famílias brancas em detrimento das famílias negras. Um jornalista resolveu conferir a história. Levantou as fichas de financiamento aprovado nos últimos anos pelo banco, visitou as famílias e constatou, em números, em percentuais, em quantias emprestadas, que havia mais famílias brancas do que negras no portfólio bancário.

Assessoria, Defensoria e Cidadania - Num típico e educativo exemplo de ruído na comunicação, a palestra teve mais alunos de Direito do que de Comunicação. O que mostrou-se ótimo. Pois nossos futuros advogados puderam saber um pouco das dificuldades que a Assessoria de Comunicação da Defensoria Pública enfrenta para levar à mídia e, portanto, à opinião pública, os compromissos, projetos e trabalho dos defensores públicos. O jornalista Paulo César e o RP Fernando Barros trouxeram um número que chamou a atenção. Segundo eles, levantamento da Defensoria constatou que cerca de 20% da população do estado não tem nenhum documento. Por isso mesmo, são indispensáveis as ações de cidadania, as ações globais e outras campanhas feitas para tirar documentos. Vale registrar que a Assessoria de Comunicação tem como estagiária a Julie Alves, aluna de Jornalismo da Unisuam.
Assessoria na Embrapa

Na quarta de manhã, 29/04, foi a vez de Ana Lúcia Ferreira Gomes, Assessora de Comunicação, há 10 anos, da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Ela contou a história de um furo de reportagem que teve a participação de outro estagiário do curso de Jornalismo da Unisuam, o Luis Nicolau. Num relatório da ronda que Nicolau costuma fazer pelos vários setores, Ana ficou sabendo que pesquisadores da Embrapa iriam ter um encontro com assessores da presidência da República para apresentar resultados de um estudo. A informação não era clara, mas ela ficou curiosa: se interessa à presidência, deve ser importante, pensou. Apurando melhor, descobriu que os pesquisadores haviam confirmado que o etanol da cana é 75 % menos poluente do que os derivados de petróleo. Ela ofereceu a matéria para a imprensa e, graças ao trabalho inteligente, conseguiu divulgar a pesquisa em toda a mídia, antes mesmo da Secretaria de Comunicação, contribuindo inclusive para o sucesso da participação do presidente Lula na reunião do G8. Outra informação importante fornecida por Ana Lúcia é que as assessorias de imprensa são hoje uma grande alternativa de mercado de trabalho para os jornalistas. Segundo ela, o percentual é de 70 % na absorção dos profissionais.

Repórter Multimídia - Na quarta à noite, foi a vez de ouvir Daniel Tambarotti, coordenador de conteúdo do site do canal multishow. De acordo com ele, embora a internet ainda naõ seja uma boa fonte de captação de verba publicitária (ele observa que apesar do estrondoso sucesso do tweeter, o negócio está sendo vendido), as empresas de comunicação estão investindo nesta direção. Assim, o multishow tem perfil no orkut, no tweeter, tem site, enfim, tenta de todas as maneiras estar onde as pessoas estão quando navegam na rede. Mas atualmente, diz Tambarotti: ninguém está ganhando dinheiro com a internet. Ele sugere que no caso do curso de jornalismo, os alunos deveriam estar usando celulares para fazerem matérias como exercício. Afinal, a tendência é que se comece a vender notícias pelo celular, no formato mobile, não demora muito.
Seminário sobre ensino-aprendizagem em Comunicação

Na quinta, pela manhã, fizemos pela quarta vez o seminário sobre ensino aprendizagem. A proposta, feita por algumas professoras, era ouvir os alunos mais do que fizemos das outras vezes. Chamei de audiência pública, brincando com o que a comissão designada pelo MEC está fazendo no intuito de recolher contribuições para a proposta de Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de jornalismo. Aproveitamos para dar notícia sobre o que foi tratado no XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, em Belo Horizonte. Os alunos reclamaram da falta de seminários como forma de avaliação durante o semestre. Um aluna reclamou que deveríamos ensinar gramática. A professora Suely Mota, coordenadora do curso de Administração, participou como convidada. Da fala dela, vale destacar a referência ao Enade. Segundo Suely, os alunos devem estar atentos ao Enade porque o resultado no exame funciona como uma carta de recomendação dos cursos aos quais pertencem. Outra idéia, no mínimo polêmica, foi apresentada pelo professor Marco Schneider. Para ele, uma boa forma de aprender é comparecer pelo menos às aulas de revisão, dadas antes das provas, fazer a prova e, principalmente, estar presente à vista de prova. Segundo Marco, só isto já contribuiria para fazer uma enorme diferença.

Verônica- Filme e diretor na seção Cineclube -
Pode-se dizer que uma das grandes novidades da Semana da Comunicação foi a "inauguração" do cineclube. Exibimos o filme Verônica e tivemos a honra de receber o diretor Maurício Farias, que também dirige o sitcom A Grande Família, na Rede Globo de Televisão. A sessão de cinema foi possível graças ao trabalho do pessoal do Centro de TV, liderado pela professora Cintia Neves. A intenção dela era reunir alunos dos mais diversos cursos. Conseguiu. O auditório Amarina Motta estava lotado, com 350 espectadores que aplaudiram o filme. Tivemos em seguida um debate com Maurício Farias. Do que disse ele, vale destacar que a história de Verônica é sobre uma mulher solitária, com mais de 40 anos, sem filhos, que experimenta a possibilidade de ser mãe ao acolher e proteger um aluno seu, ameaçado de morte. Maurício Farias também explicou que embora o filme seja bom, como ele constata nas apresentações a que comparece pela reação do público, não teve grande bilheteria. Ele lembrou que a realidade brasileira em termos de cinema é bem diferente da americana. Enquanto nos Estados Unidos, produzem cerca de 3 mil filmes por ano, dos quais 40 ou 50 chegam ao Brasil, a produção nacional gira em torno dos 50 filmes, daí decorre uma série de problemas em relação à distribuição, por exemplo. (A foto é de Denise Ricardo)

NEWSLETTER - Esta foi a mensagem de apresentação da primeira newsletter do Curso de Jornalismo. Foi enviada por email para os professores, mas em sua maior parte continua valendo.
"Atenção senhores passageiros e passageiras, tripulantes e circundantes, saudações do Curso de Jornalismo da Unisuam. Apresento a todos e todas a mais nova carta de novidades, boletim, informativo, ou nossa, como dizem os povos do norte, newsletter. A intenção deste medium é fazer saber a todos, o quanto antes, toda e qualquer novidade que diga respeito aos professores-docentes, aos alunos-discentes ou à comunidade circundante da Unisuam.
Segundo o coleguinha Ricardo Kotscho, vivemos uma época em que todo mundo quer falar e fala muito, por sites, por blogs, por e-mails ou por torpedos. A tal ponto, diz Kotscho, que já não se consegue distinguir emissores de receptores. Presente à mesma mesa de debate, rebate com otimismo o psicanalista-jornalista Contardo Calligaris, para quem o que ocorre merece comemoração, já que faz lembrar o século XIX, quando o preço barateado da tipografia permitiu que todo mundo pudesse escrever seus panfletos.
Pois então, no melhor espírito oitocentista, pedimos licença ao poeta Luis Melodia, para parafrasear sua frase. Diz ele que “se a gente falasse menos, talvez compreendesse mais”. Diremos nós que “se a gente calasse menos, talvez intercedesse mais”.
Seguem, nesta e em edições futuras, notícias, lembretes, dicas, informações gerais, relatos, planos, ou explicações sobre cursos, estágios, concursos, eventos. E também sobre nossas ações, nossos projetos. Sobre nosso Jornal FONTE. Sobre nossa Rádio FONTE. Sobre nosso Centro de TV Unisuam. Além do projeto Foco no Futuro, do Jornal Fonte no Muro e dos cursos de Pós. Confiram! Abraço."

SIMPLES, PORÉM IMPORTANTE
O que o Ministério da Educação explica é que não estamos numa instituição de Ensino Superior. O que fazemos, segundo o MEC, é ou deve ser Educação Superior. O que significa o entrelaçamento indissociável entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Dito da forma mais simples, poderia, pela ordem, constar como Pesquisa-Ensino-Extensão. Assim, à pesquisa cabe gerar o conhecimento. Do ensino, espera-se que transmita-o aos alunos. A aplicação do conhecimento estaria por conta da extensão.
RESPOSTA
Para alguém que enviou e-mail para a coordenação perguntando sobre avaliação do curso: Em resposta a sua pergunta, gostaria de lhe informar o seguinte. O Exame Nacional de Cursos, também conhecido por Provão, foi aplicado pelo Ministério da Educação de 1998 a 2003. Ao longo do período, o Curso de Jornalismo da Unisuam obteve os seguintes conceitos: 1998- B; 1999- D; 2000- D; 2001- D; 2002- C; 2003- D. Os cursos de jornalismo em todo o Brasil só voltaram a ser avaliados de forma semelhante em 2006. Na ocasião, passou a ser realizado, em vez do Provão, o Exame Nacional de Desempenho do Estudante, o ENADE. O Curso de Jornalismo da Unisuam obteve nota 3,0 no Enade 2006. A nota máxima possível era 5,0. É preciso observar, no entanto, que nenhum curso de jornalismo - tanto de universidades públicas como particulares do Rio de Janeiro - obteve nota acima de 3,0, com uma única exceção para a PUC, que obteve nota 4,0. Com base nisso, posso lhe afirmar que, tomando o Enade como parâmetro, o Curso de Jornalismo da Unisuam não apenas encontrava-se em igualdade de condições com os cursos de outras instituições de ensino em 2006, como só tem feito aprimorar suas características desde então. Melhorando o processo seletivo para contratação de professores, aprimorando instalações e equipamentos em seus laboratórios de televisão, de rádio, de jornalismo impresso e de informática. No compasso das melhorias que a Unisuam vem fazendo em prol de todos os seus cursos de graduação, o Jornalismo tem correspondido oferecendo a seus alunos professores titulados, qualificados, com experiência profissional e a oportunidade de colocarem em prática seu aprendizado. Se quiser ou precisar conhecer melhor nosso curso, sinta-se convidado a fazer uma visita ao Núcleo Hans Donner de Comunicação, não sem antes procurar a coordenação, na Avendia Paris, 72, em Bonsucesso. Desde já, um grande abraço.









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