"Ultracrepidário" -
Do Inglês. Designa aquele que, presunçoso ou imprudente, vai além do limite do seu conhecimento, dando opinião sobre algo que não é sua especialidade. Na base, dois vocábulos - ultra crepidam - que significam, literalmente, "além da sandália". As palavras fazem parte da famosa máxima NE SUTOR ULTRA CREPIDAM [JUDICARET] - ("não deve o sapateiro julgar além da sandália"), alusão a um célebre incidente que, segundo Plínio, o Velho, teria ocorrido com Apeles, o famoso pintor da Grécia antiga. Ele costumava expor suas pinturas na porta do ateliê para observar as reações dos passantes. Certo dia, viu um sapateiro que examinava detalhada e demoradamente o pé de uma de suas figuras humanas. Apeles perguntou, curioso, o que o atraía tanto naquele pé, e o sapateiro informou-o de que o desenho da fivela das sandálias estava equivocado. Agradecendo a informação, o pintor apressou-se a corrigir o erro. No dia seguinte, no entanto, o sapateiro, depois de constatar, com satisfação, que sua opinião havia sido acatada, tratou de apresentar novas censuras, dessa vez quanto ao movimento da mão da personagem retratada - momento em que Apeles, então, o teria escorraçado, pronunciando a frase que se tornou lendária: NE SUTOR ULTRA CREPIDAM [JUDICARET]. FONTE: Págs. 155-158. MORENO, Cláudio. O prazer das palavras - um olhar bem-humorado sobre a Língua Portuguesa. Porto Alegre, RS: L&PM, 2007.
Do Inglês. Designa aquele que, presunçoso ou imprudente, vai além do limite do seu conhecimento, dando opinião sobre algo que não é sua especialidade. Na base, dois vocábulos - ultra crepidam - que significam, literalmente, "além da sandália". As palavras fazem parte da famosa máxima NE SUTOR ULTRA CREPIDAM [JUDICARET] - ("não deve o sapateiro julgar além da sandália"), alusão a um célebre incidente que, segundo Plínio, o Velho, teria ocorrido com Apeles, o famoso pintor da Grécia antiga. Ele costumava expor suas pinturas na porta do ateliê para observar as reações dos passantes. Certo dia, viu um sapateiro que examinava detalhada e demoradamente o pé de uma de suas figuras humanas. Apeles perguntou, curioso, o que o atraía tanto naquele pé, e o sapateiro informou-o de que o desenho da fivela das sandálias estava equivocado. Agradecendo a informação, o pintor apressou-se a corrigir o erro. No dia seguinte, no entanto, o sapateiro, depois de constatar, com satisfação, que sua opinião havia sido acatada, tratou de apresentar novas censuras, dessa vez quanto ao movimento da mão da personagem retratada - momento em que Apeles, então, o teria escorraçado, pronunciando a frase que se tornou lendária: NE SUTOR ULTRA CREPIDAM [JUDICARET]. FONTE: Págs. 155-158. MORENO, Cláudio. O prazer das palavras - um olhar bem-humorado sobre a Língua Portuguesa. Porto Alegre, RS: L&PM, 2007.
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